quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ENTREVISTA DADA PARA SITE DO AMIGO - DUCK - O MAIOR INTERPRETE DA CULTURA SERGIPANA




________________________________________

ENTREVISTA COM SEVERO D'ACELINO
Diretor da Casa de Cultura Afro-sergipana

Severo, eu lhe conheci em 1976 quando cheguei a Aracaju, e a minha primeira experiência em palco foi através do GRFACACA, que era um grupo de teatro que você tinha, onde eu fiz meu primeiro experimento em palco como ator, depois eu fui pra música. De lá para cá, o que mudou em Severo?

De lá pra cá não mudou nada, continua a mesma coisa, o Severo é o mesmo, o Grfacaca, hoje, completa a Casa de Cultura, né? Porque de 1968 com 1982, 1984 a gente mudou a denominação do Grfacaca para Casa de Cultura, que neste exato ano tá fazendo 40 anos, né? e a sua passagem por aqui foi muito bem aproveitada porque você se tornou um agente multiplicador, não só na forma cênica e dramática do teatro, sobretudo, nas interpretações da música, da cultura popular, onde se descortina a parte maior do aprendizado do ator que é exatamente nos ritos populares, e isso nos envaidece e mostra que o Grfacaca, a Casa de Cultura, continuam viva.

MOVIMENTO NEGRO.

E o negro Severo?

O negro Severo continua frustrado, porque o sonho ainda não foi realizado, né? Existe uma série de frustrações porque a gente luta pra dar dignidade a raça e o coletivo negro, e a cada dia a mais recusa-se a um processo organizacional, a um processo legítimo, recusa-se a ser reconhecido e a se reconhecer. Portanto, o negro hoje continua com a ideologia do branqueamento, o negro quer ser branco, o negro não gosta de negro, principalmente o preto, né? que é o negro de marca. E os negros de origem que são os pardos e mulatos? esses descambam para o outro lado do muro e dizem que são brancos. E nós aqui, ficamos lutando, dando porrada em ponta de faca, mas continuando, porque alguém tem que fazer isso. Em 1930, o pessoal lá em Recife mandou brasa, em 1935 Abdias Nascimento em São Paulo, enfim, tem sempre um doido para continuar com a luta, né? como uma forma ideológica. O movimento negro aqui em Sergipe, estamos presenciando um movimento negro chapa branca, que são as lideranças de aluguéis, as lideranças que abandonam o coletivo em busca de um cargo no governo. Então, tá todo mundo. Uns estão trabalhando para o prefeito e outros para o governador, eu como sou homem de estado, não vou atrás nem de governador, e nem de prefeito, por isso sou excluído.

RELIGIÃO

Qual a sua religião?

A minha religião, é católica apostólica romana, depois católica apostólica brasileira, católica apostólica sergipana, e com a fundamentação no candomblé, né? que é a religião dos orixás, a religião dos meus ancestrais, e daí... o catolicismo tem essa questão da cultura ecumênica, e a gente tá nesse ecumenismo, evidentemente que a gente de vez em quando atropela, né? e tropeça no elemento pragmático do judaico cristão, em pleno candomblé, né? Olha ogum tá de ronda! quem tá chamando é São José! Quer dizer: tá usando uma forma de resistência, e nessa resistência, nós temos aqui uma cultura de remendo, uma cultura de recriação. Então, eu acredito que o Brasil tem a maior cultura e a mais democrática de todo o universo, porque aqui, todo mundo dá as mãos, exceto uma facção dos evangélicos que tá ganhando dinheiro com o candomblé, ao mesmo tempo em que diz que o candomblé é coisa do cão. Só que eles esquecem que no candomblé não existe nem céu, nem inferno, e nem pecado original.

E o candomblé em Sergipe?

O candomblé em Sergipe é fascinante, é fascinante multifacetado, né? e dentro desse processo, a gente vê que nós não temos identidade. O candomblé em Sergipe é como as relações raciais, o negro não quer ser negro, e o pessoal do candomblé, não quer dizer que é do candomblé. Dificilmente você identifica uma pessoa do candomblé na rua, porque quando eles saem, deixa os dologuns em casa, esconde tudo, vivendo o candomblé, hoje, como se fosse no século XVIII, ás escondidas. E os ritos? e as raízes? O axé do candomblé de Sergipe, já não existe, está na superfície. Quem começou no nagô, que é a raiz do candomblé, que foi associado também ao toré dos índios, que seria a homenagem dos ancestrais negros aos índios, porque eram amigos virtuais. Depois do toré foi introduzida a angola, e na angola já começou a praticar o feitorio, mas ainda muito distante, e da angola se passaram muitos anos, porque quando tinha uma festa num terreiro: se tocava nagô, terminava em toré, e se tocava em angola, terminava em nagô. Porque na hora que tocava pra Nanã, que é o orixá mais forte juntamente com Obaluaê, Oxumarê e Exu, que são do gege, então, na hora que tocava pra Nanã, sai de baixo! porque o preto velho vinha. E aí, o pessoal começou a ir para Bahia, Rio de Janeiro e voltou com essa novidade do keto. Ora, aqui sempre teve keto, na casa da minha avó, Mãe Elisa. O nagô é keto. O orixá dela, Xangô Airá, quando incorporava, era saudado em keto, só que era o keto de mão, não era com as varetas não, e todo rito de Xangô, de Nanã, de Yemanjá, que eram os orixás da cabeça da minha avó, tinha todo um rito diferente e em qualquer terreiro que ela chegasse aqui, ou minha irmã Nair, o pessoal tocava de mão, havia um respeito enorme!

E em que época se deu isso?

Não muito distante, há uns trinta ou quarenta anos atrás, nos anos cinqüenta, porque minha avó ainda estava aqui em Sergipe, depois ela foi pro Rio de Janeiro, e aí, depois começou as introduções carnavalescas trazidas do candomblé do Rio de Janeiro, que não influiu na alegoria o candomblé da Bahia, tá entendendo? O candomblé da Bahia não se inclinou a coreografia, as lantejoulas e nem os paetês carnavalesco do Rio de janeiro que aqui chegou com Marizete, Zé de Abacossô, né? Lá no Rio de Janeiro, Zé de Abacossô ara o rei do candomblé.

E Lê nesse contexto?

Lê não foi pego por esse vírus do carnavalesco, não, dessa coreografia, dessa indumentária carnavalesca que veio do Rio de Janeiro, não. Lê não, Lê foi o mais importante Babalorixá de Sergipe, porque ele estava junto com os padres, junto com os protestantes, junto com os empresários, junto com os políticos. Lê era um factótum... se tinha um seminário, Lê estava lá; Se tinha um batizado, Lê estava lá; Lê é a referência. Todos os pais e mães de santo de Sergipe deveriam se espelhar em Lê. Graças a Deus, a parte social de Marizete está aflorando e ela está muito mais diplomática, faz gosto você conversar com ela, você olha nos olhos dela e vê aquele brilho, dá uma paz, você sente a verdade, você se sente a vontade, é um privilégio conversar com ela.

E o Vale do Cotinguiba?

O Vale do Cotinguiba deu-se mais as Loxas, Maria Pelágio, que era a grande Loxa daqui, e que levou o Nagô para Sergipe todo. Olha, eu fui num congresso na Bahia, no SECNEB, e tive que apresentar alguma particularidade do candomblé de Sergipe, então, eu invoquei o velho, tocando nagô, tocando para Obaluaê, e foi um delírio lá no Ilê Axé Opô Afonjá. E mestre Didi, que é o Alapilim dos egunguns com outros da comunidades, me ajudaram a tocar, e eu fiquei tão emocionado, que comecei a chorar. Eu me lembro bem que era: Olorum aê, Olorum aê, comassi lodê, aê totô! E o pessoal da casa dos egunguns começou a responder e a tocar, porque o ritmo é parecido com o do egungun, com xambá de Pernambuco, com o jongo do Rio de janeiro e com os tambores de mina do Maranhão. Eu sou apaixonado pelo preto, pelo negro e pela cultura negra.

O POETA

Agora eu queria que você falasse sobre o poeta Severo.
Ah! Meu Deus do céu! A poesia! Meu filho, quando a gente nasce é como... Deixe eu plagiar aqui da Bahia, “O baiano quando nasce, já nasce estrela”, né? De sorte que, quando o negro nasce, já nasce poeta, porque as melhores poesias, as melhores obras de literatura, vem da literatura oral, são os orikis dos orixás, os orikis das famílias, são os cânticos de trabalho, são os cânticos dos terreiros de candomblé, são os contos, aquelas histórias que as nossas avós contavam, as que as pretas velhas contavam para os meninos brancos, tá entendendo? só que a literatura dos negros, nunca foi valorizada aqui no Brasil, porque o negro, o negro preto, ou o pardo, ou o mulato, quando estava muito notório, ele nunca escrevia sobre o negro. Cruz e Souza, em Santa Catarina, na peça do desterro, só veio escrever sobre o negro enquanto negro, nos últimos dias de vida dele, quando já tava tuberculoso, pra morrer, tá entendendo? porque o negro escreve muito ligado a Arcádia, para o erudito, a cultura negra não é erudita porque nós somos populares, você chega pro Babalaô, ele está lá. O preto velho quando incorpora e tira as loas dele, que tira os pontos, que ensina como você deve fazer, aquilo ali é uma literatura. Só que literatura oral no Brasil, não tem o menor valor, em Sergipe principalmente, porque em São Paulo, na USP, você pode defender uma tese tendo como referencial a literatura oral, aqui na UFS você não consegue porque os professores desqualificam o seu trabalho, porque não tem referencial acadêmico. Então, a minha poesia, é a poesia do sentimento, é a poesia que eu aprendi na minha vivência. Não aprendi na escola, não aprendi nos livros. Minha poesia não tem rima, minha poesia tem emoção, porque escrevo com o coração, sem métrica e sem divisão. É como estou falando, no ritmo das minhas danças, dos meus rituais, se redescobrindo através do olhar do outro, e esse olhar é poesia.

Já que estamos nesse viés, como você vê a implementação da lei 10639/2003, que torna obrigatória a inclusão da História e Cultura Afro-brasileira nos currículos escolares?

Veja bem, eu, na época, enquanto entidade e pessoa física, briguei. Começamos aqui a luta no conselho estadual de educação, e no conselho estadual de cultura, para introdução da cultura negra, isso nos anos sessenta, que teve a primeira vitória em 1986, onde na oportunidade quem era o presidente do conselho estadual de educação, era o professor Cleovansóstene Souza de Aguiar, que era um cara arretado. Ele reconheceu que era importante, e a nível nacional, não tinha nada disso. Em 1999, nós conseguimos uma outra vitória, quando enviamos um processo para a assembléia, através da deputada Suzana Azevedo, no governo de Albano Franco, e que foi aprovado a introdução da cultura negra no ensino do primeiro e segundo graus, foi aprovado também, o reconhecimento de João Mulungu como herói negro sergipano, porque antes, era só de Aracaju e de Laranjeiras, e também foi aprovado a introdução do conteúdo do negro e do índio em todos os concursos públicos de Sergipe, e que até hoje não foi obedecido pelo ministério público, nem pela universidade, e nem também pelo Estado.

COTAS

E as cotas?

As cotas é uma aberração. Eu respeito Lula por ter feito essa introdução a nível nacional, para que o negro tivesse a oportunidade de ser visto nas grades curriculares, eu aceito isso e bato palmas pra ele, se bem que não foi uma lei, foi um arranjo que ele fez da LDB, porque isso já existia, mas depois que ele insistiu com esse negócio de cotas e a obrigatoriedade da cultura negra nos currículos escolares, que não foi à frente, porque até hoje a Universidade Federal de Sergipe, em nenhum concurso entra o conteúdo de cultura negra. Aí ele fica com esse jogo de marketing, de cota. Isso é uma aberração, um desrespeito ao negro, ao coletivo negro do Brasil. Então, é necessário que alguém diga bem alto e de bom som que Lula pare com isso, porque é um desrespeito. É mostrar exatamente que o Estado oficial, é racista. Porque isso mostra o lado obscuro, para cristalizar que o negro é burro, porque nós sabemos que o negro não é burro e que não tem capacidade de entrar na universidade por mérito, e aí, vamos abrir uma janelinha, uma cota para a negrada. Isso é uma esculhambação. Eu e a Casa de Cultua não concordamos, por isso somos exilados, execrados pelo movimento negro petista. Por isso, estamos entrando com um processo contra a Universidade Federal de Sergipe, para que ela coloque na grade do vestibular dela 20% da cultura indígena, 25% da cultura negra em todas as matérias das humanas. No Brasil oficial, só se fala da cultura do branco, o negro não tem consciência negra, o negro nasce com consciência branca desde quando é batizado. Quando você vai registrar seu filho com nome africano, eles dizem que com esse nome não pode ser registrado, porque a criança quando crescer, vai ficar com vergonha, tem que ser um nome cristão. Se for homem, é José, Severino, Maria... Os japoneses podem colocar nomes étnicos nos seus filhos, mas os brasileiros não podem, por isso o Brasil é um país de ideologia fascista e racista, cristalizando essa cultura européia.

O CIDADÃO

O cidadão severo, como ele olha pro mundo?

Eu olho pro mundo com muito respeito, e vou tirando lições do que vejo.
Severo, com relação a sergipanidade, a questão do sergipano não ter vergonha de assumir seus valores culturais, a questão de que tem que vir de fora pra ser bom, a questão dos nossos políticos não terem um olhar sergipano pras coisas de Sergipe, pra cultura sergipana, você tem essa mesma impressão?

É uma questão de identidade. Jackson da Silva Lima, inclusive eu tenho o maior respeito a ele, a história da literatura sergipana tá na cabeça de Jackson da Silva Lima, dentre outros. Em um dos trabalhos de Jackson da Silva Lima, ele escreve lá, e diz o seguinte: "sergipano não é somente aquele que nasceu em Sergipe, mas aquele que vive Sergipe". Por isso, muitos desses políticos e muitos desses que não se reconhecem como sergipanos, é porque não vivem Sergipe. A sergipanidade que foi fundamentada por Silvio Romero e que a trancos e barrancos está sendo carregada por Luís Antônio Barreto.

Silvio Romero foi contemporâneo de Nina Rodrigues...
Sim! Mas ele não aderiu a Nina Rodrigues, ele foi crítico de Nina Rodrigues em muitas coisas, e que também fez besteiras por ter introduzido o arianismo mesmo que não tenha prosperado, mas não é por isso que vou desrespeitar Silvio Romero e Nina Rodrigues.

Claro! Até porque a contribuição de Nina Rodrigues na catalogação dos povos africanos no Brasil foi fantástica.
E também desrespeitar Gilberto Freire com “Casa Grande e Senzala” porque ideologicamente os negros do PT são contra.

Severo, desde 1976 quando eu lhe conheci, e que também foi o ano que vim morar em Aracaju vindo lá da beira do rio, de Neópolis, e de lá pra cá eu venho, desde então, acompanhando sua luta, e uma coisa sempre me chamou a atenção, que é o fato de você está sempre construindo, é o espírito joão de barro construindo seu patrimônio cultural?

(sorrir) Meus ancestrais foram escravizados aqui no Vale do Cotinguiba e a cultura que foi trazida há mais de quinhentos anos, né? porque eu sou uma pessoa que tem mais de quinhentos anos de cultura, né? e que vem de uma família tradicional; mas existe essa coisa de estar fazendo sempre algo. Qual foi o governo? e qual será o governo? com exceção da Bahia, de Recife, de São Luís do Maranhão, que transformaram antigas cadeias públicas em espaço cultural para os negros? de antigos locais de venda de escravos, em lugares pra negro? Em São Luís do Maranhão, o mercado antigo é espaço cultural para a comunidade negra. Em Sergipe, qual o governo? Qual o prefeito que vai se atrever a fazer alguma coisa pra negro? Se o negro tiver correndo na rua fazendo exercício pra baixar o colesterol, é preso, porque negro correndo na rua é ladrão. O governo aqui, não tem a menor capacidade e sensibilidade para fazer cultura porque eles não mantém sequer o patrimônio da cultura do Estado, a cultura oficial. Eles preferem contratar o que vem de fora pagando uma fortuna, ao invés de promover essa construção aqui, tá entendendo? Se a própria Secretaria de Cultura é um lixo, desprezada por todos os governadores que se sucederam. Desde Augusto Franco que a Secretaria de Cultura não é nada, porque eles pensam que cultura é agricultura, se não der dinheiro e voto, não tem valor. Por quê eles não se atrevem a colocar 5% dos recursos do Estado pra cultura?
Eu acho que os empresários precisam ter essa visão moderna, que é investir na cultura para conceituar o seu produto.
Eles têm. Só que eles só são estimulados pelo governo, pra dar dinheiro pra político fazer campanha eleitoral.

ÍDOLOS

E Chico Rei?

Chico rei, é uma referência do socialismo no Brasil. Esses partidos ditos de esquerda, deveriam se espelhar no trabalho de Chico Rei.

E o filme?

O filme foi um filme fantástico, e continua sendo. Me levou as paradas nos Estados Unidos onde a revista Variaty me considerou, dentre os negros atuantes no mundo, como o terceiro ator mais importante daquela fase, só que eu não me considero ator, porque como poeta, eu sou intuitivo, eu atuo por emoção, se a cena for pífia, ou eu não faço ou mando cortar, porque quando eu faço, eu boto pra quebrar. Os diretores que eu tenho trabalhado sabem que eu não sou um ator técnico, eu sou um ator de intuição, eu boto minha emoção no personagem. Eu fiz Chico Rei, fiz Candelário e fiz outro que não tô me lembrando que foi aquele que fez o guarda-costas de Getúlio Vargas... esqueci. Em Tereza Batista, eu me inspirei naquele negro que fez o guarda-costas de Getúlio Vargas, em Espelho D'água, me inspirei em Ciro Gomes, estudei as macacaquiações de Bezerra e de João Alves, juntei com as expressões de Seu Antônio, que é o verdadeiro defensor do São Francisco, e mandei brasa.

Zumbi?

Não tem palavras! O herói das três Américas, o camarada veio da África pra mostrar o estrago que veio fazer aqui. Implantou o socialismo com Chico Rei, Luísa Marrim... e vou dizer uma coisa: Zumbi peitou Gangazumba e mostrou que Palmares não podia parar, e aquele desgraçado de Antônio Soares que vendeu Zumbi por trinta moedas, porque os traidores estão no nosso próprio grupo, porque quem trai são os amigos. Então, Antônio Soares acabou com o sonho de liberdade do negro, que arrombou com Zumbi. A polícia chegou lá e meteu bala em zumbi e depois espetou a cabeça dele, e o resto do corpo espalhou por aí, como era praxe da época. E assim fez também com Tiradentes e com tantos outros.

CASA DE CULTURA

E antes da gente encerrar, eu gostaria de saber quantos anos você tem?
Eu vou fazer sessenta anos precisamente no dia 03 de outubro, que era um grandioso dia que o Brasil tinha, quando se elegia o presidente, hoje não, são acordozinhos.
O cidadão severo mora só já faz algum tempo, como é esse mundo aqui dentro? Você se trancou pra transformar a casa de cultura em um lugar onde as pessoas possam vir aqui pra beber o que você tem pra dar? como é esse mundo solitário de Severo?
Veja bem, eu sou uma pessoa muito emotiva, uma pessoa muito carente, muito, muito, muito necessitada e essa minha introspecção, essa volta ao casulo, é o retorno ao ventre da minha mãe, porque a gente se sente mais seguro no ventre materno, então, é o casulo, é o retorno ao útero materno e sai mais revigorado. Existe o orixá Obaluaê que vive encapuzado e nem todas as pessoas vêem o rosto do velho, a não ser quando Iansã sopra uma ventania e tira o capuz dele, né? Tem esse arquétipo, mas também tem a frustração.

Você é uma pessoa solitária?

Não. Eu sou uma pessoa solitária porque sinto necessidade da solidão. A solidão é uma forma de me ver, a solidão é um sinônimo de loucura, quando eu começo a falar com a televisão, é porque Severo não tá bem, aí eu saio, leio um livro...
E o que Severo tem a dizer pro mundo?
Olha, é complicado. Eu quero dizer ao mundo que Sergipe tem a maior população negra proporcional do Brasil, com um percentual de 87% de negros, e que venha a Sergipe, porque Sergipe é bom demais. É difícil ser negro no Brasil, mas ser negro é bom demais. Sergipe é o núcleo da inteligência Brasileira. Um abraço.
________________________________________

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

HUMANIZAÇÃO DAS DELEGACIAS - RESPEITO E FIM DAS DISCRIMINAÇÕES E AUTORISMO


Humanização das Delegacias

A valorização do pessoal alocados nas Delegacias e que compõem seus quadros funcionais e operacionais é o primeiro passo a Valorização e Respeito aos que ali procuram os serviços oferecidos. É extremamente constrangedor o modo como somos tratados por alguns agentes de segurança em Delegacias e, acreditamos que a falta de controle emocional e ou psicológico, somos muitas das vezes tratados como perversidade, onde somos desrespeitados, nossa presença omitidas, selecionados para atendimentos, nossas inteligências insultadas, onde não é permitida a nossa expressão de indignação porque podemos ser presos, vilipendiados, os constrangimentos e as brutalidades são ali, recorrentes com as arrogâncias, desprezos e autoritarismo dos seus agentes que ante suas má vontades inibe a nossa voz e viola nossos direitos, com o péssimo atendimento o que piora a situação a nossa situação pois, mesmo como vítimas somos tratado como culpados, na medida do tratamento maniqueísta o que nos deixa deprimidos, nervosos e com medo de todos, a beira de uma crise nervosa e de surto pela tensão nervosa, causada pelo ambiente gerada por seus agentes. É uma tortura ir a determinadas Delegacias onde todos são autoritários, onde todos são Delegados.
Uma Delegacia onde somos colocados á disposição, bem tratados, estimulados a verbalização , informações, relaxamento e orientações, certamente seus agentes podem não ser os melhores, mas nos provocará reações positivas para que possamos expressar nossas dúvidas e expor nossos problemas para soluções sem medo de constrangimento, repreensões, esporros.
O que precisa é uma seria ação de valorização e capacitação destes recursos humanos alocados nas Delegacias, ampliação do seu quadro e inclusão de psicólogos e pedagogos para dar respaldo aos usuários e apoio ao Delegado. Seria excelente que as Delegacias fossem indicadas como área de estágios para estudantes de diversas especialidades e que as Relações Interpessoais, fosse um curso constante para esses servidores pois com isso a Diversidade seria respeitada e as violências substituída pela gentileza. Com a palavra o Secretário de Segurança. Delegacia é um órgão público e todo órgão publico deve se espelhar nos privados, pois ali se os empregados tratam mau os cliente, certamente estarão desempregados.
Aplausos para os agentes que ajudam e respeitam os que recorrem aos serviços prestados em suas Delegacias. Eles fazem as diferencias e não se aproveitam de suas funções para descarregar suas frustrações nas pessoas que procuram os órgãos de segurança. Estes sim, são autoridades e não “pequenas artoridades” que discriminam as pessoas conforme suas aparências, condições e ou companhias.

domingo, 27 de setembro de 2009

APARTHEID CULTURAL DE SERGIPE

Sergipe é um Estado que busca o brilho das luzes artificiais dos focos direcionados. A cultura é um instrumento politico e partidário do governador, o Estado não tem projeto cultural, o governador tem uma agencia que promove as ações culturais com mega evento e disponibiliza por estes atos, verbas que não libera a cultura em tres gestões e, essas manifestações reluzentes com direito a divulgações em mídias nacionais, não conta com o artista e arte da terra. São nomes de peso nacional, pagos em peso de ouro.
Uma cultura do apartheid que separa através da discriminação oficial, os artistas e a arte e cultura local, por relampagos nacionais, ligados ao partido do trabalhador. É tambem a partidarização da industria cultural do governo petista e aqui os artistas e agentes culturais não tem vergonha e continuam girando em torno da " jornalista mercena, pseudo secretária de cultura do estado a serviço do governador e do pt."
É um Estado paralelo que o oficial não conhece o marginal, um Estado escrisofrenico e maniqueista, de um governador consumista, pois não se produz nada no governo petista de Sergipe é o governo prol sal.

sábado, 19 de setembro de 2009

PARTIDARIZAÇÃO DO MOVIMENTO NEGRO SERGIPANO

CENARAB é Governo. PARTIDARIZAÇÃO DO MOVIMENTO NEGRO.

Convidado para uma reunião, pela CENARAB, aqui representado por Angelica Oliveira, mesmo sem condições de segurança, tomei um taxi e fui atender o convite e, após a abertura e colocação do problema, ( O pronunciamento de um delegado do município de Tobias Barreto a cerca do crime de pedofilia ali praticado por um suposto Pai de Santo, onde o delegado afirmou que o crime foi executado por motivação de Magia Negra e entre outros pronunciamento atingiu o povo de candomblé como agentes do mal. Seu pronunciamento causou constrangimento na comunidade religiosa e tipificou a Intolerância Institucional), usei da palavra, critiquei a ausência do Estado e do Governo, fiz uma abordagem da questão e da condição a que os negros estão submetidos antes o sistema Institucional do Racismo. Concluir sugerindo que fosse formulada uma representação a ouvidoria contra o delegado.
Tempo depois recebemos outro convite para o mesmo local: Auditório Lourival Batista, fomos nas mesmas condições e na pauta era colocada entre outras questões a presença da representação do secretario de segurança e a realização de um seminário. Após a abertura e, liberada a palavra, solicitei o uso da palavra e, para minha surpresa, a presidente chamou minha atenção para moderar as palavras e ver se oferecia contribuição positiva para o manifesto. Estranhei mas não fiquei intimidado apesar da surpresa. Falei a respeito da representação do secretário e suas limitações para determinar os ajustes que fossem tirados da reunião, fiz criticas ao governo, abordagens da repressão do Estado contra a religião africana, a repressão policial e a Intolerância Institucional vivente no Estado privilegiando os evangélicos e católicos. Concluir denunciando a ausência da secretaria de cultura e o Decreto Presidencial aprovado beneficiando a Igreja Católica e nos reconduzindo ao séc. 17 e a um Estado Teocrático. A representação do secretário de segurança se pronunciou e daí pude perceber que a SENARABE estava governo e o ato era tão somente para brindar o governo. Não era uma ação do movimento social mas do governador. O seminário é um instrumento do governo, promovido , coordenado e financiado pelo governo. Levantei, apresentei cumprimentos gestuais a todos e retirei do recinto. Não participarei do evento. Antes a presidente e a CENARABE era persona non gractia do governador, agora, estão juntos e, como luto contra a partidarização e uso político do Movimento Negro, afasto para não causar constrangimentos nos agentes e nas ações equivocadas. Infelizmente o signo de luta em Sergipe, não há mais, só existe a luta por privilégios pessoais.
As lideranças, militantes e Ativistas precisam ler, ouvir e aprender para poder participar.

DISRIMINAÇÃO NA IMPRENSA SERGIPANA

Mais uma vez, tivemos negado espaço no jornal da cidade, para denunciar os arrombamentos e vandalismos praticados por traficantes , ladrões e viciados
Na nossa Entidade. A Casa de Cultura Afro Sergipana e seu Coordenador Severo D’Acelino vem sistematicamente sofrendo discriminação da imprensa e mídia sergipana.
A expressão de liberdade e o direito a expressão não se aplica a nossa Entidade e seu Coordenador, principalmente nos órgãos do domínio dos Francos. Infelizmente o governo compactua com isso a ponto de financiar essas empresas e excluir também, a Entidade dos seus domínios. A rede pública de comunicação: TV e Rádio da Fundação Aperipê
Buscamos a imprensa, para denunciar a nossa situação e condição de refém dos Olheiros e Ladrões e a quadrilha que se reúne todos os dias com a liderança de um menor de nome Felipe, morador da vizinhança, um dos Olheiros mais perigoso que junto a Flavio, Bagre e Jorginho, articulam os crimes, roubos e delitos .
Denunciar a tentativa de roubo a mão armada de Bagre, contra a acompanhante de minhas irmãs e mesmo em fugas, tem estado constantemente na área.
Isso é Sergipe dos Racistas e do PT.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

SERGIPE RACISTA - UM ESTADO DO APARTHEID

SERGIPE UM ESTADO DE APARTHEID
A situação do negro em Sergipe se cristaliza na expressão do século 17.
Educação sem nenhum parâmetro racial (etnocêntrica) só os valores
Cultura sem referencia ou representação no governo.
Saúde sem referencia a nosologia da população. Não há projeto a prevenção das patologias .
Segurança, neste item o negro é criminalizado.
Direitos Humanos – O negro é diuturnamente discriminalizado
-na Escolas – Postos médicos – Delegacias – em todos os órgãos do governo é o Racismo Institucional. Direitos e garantias Constitucionais não há, principalmente a chamada Liberdade de Expressão.
O movimento Social é partidarizado e controlado pelo governo.
A intolerância é cultural e conta com o apoio do governo e estado, o item religião é o ponto de referencia da Intolerância Institucional, com destaques para as igrejas pentecostais e católicas. Sergipe é de fato, um estado racista e teocrático, a religião católica é referencia em todas as manifestações da vida do sergipano e um curral eleitoral do governo.

18 de OUTUBRO - RESISTÊNCIA NEGRA SEVERIANA

18 DE OUTUBRO 1968
41 aniversário da
RESISTENCIA NEGRA SEVERIANA
HÁ 41 ANOS- Era fundado o Movimento Negro Contemporâneo de Sergipe, com o signo da mística do Teatro e da Tradição Popular, assinalando o Canto do Povo Populorum Cantun . O Mundo festejava a mudança de Opiniões a Atitudes com diversas ações contestadoras em todos os Continentes.Era a era de sorrir lutando contra as desigualdades por uma ação direta de liberação, a luta por Direitos contra os privilégios.
Luta essa que continua a despeito das ações inovadoras e revolucionárias. O Brasil cristalizava opressões numa ditadura equivocada, repressora e reducionista num centralismo perverso onde as liberdades foram ofuscadas pela violência do poder ditatorial.
No dizer de Mário Maestri in Brasil, 1968 – Assalto ao Céu, a descida ao inferno, salientando O Poder Negro(http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=957)
A situação internacional era tensa e dinâmica. Após o fiasco dos regimes árabes conservadores, com destaque para o Egito, a Síria e a Jordânia, na Guerra dos Seis Dias, contra Israel, de inícios de junho 1967, a guerrilha palestina assumia a luta anti-sionista em lugar das direções conservadoras desmoralizadas. Com a crise econômica chegando aos USA, em boa parte devido aos gastos de guerra, que antes haviam apenas garantido lucros ao grande capital, o movimento pacifista estadunidense questionava duramente a intervenção no Vietnã e os valores do american way of life. O imperialismo yankee era golpeado no próprio ventre. Malcolm X fora assassinado em fevereiro de 1965, em Nova York, mas o black power fortalecia-se e os bairros negros ardiam sob o fogo do ódio da população humilhada. Os hispano-estadunidenses e as próprias populações ameríndias levantavam também a cabeça. No Vietnã, em 30 de janeiro 1968, morreriam os sonhos de vitória militar, com a ofensiva do Ano Ted, durante a qual os vietcongs atacaram mais de trinta cidades sul-vietnamitas e a própria embaixada USA, em Saigon. Entretanto, a classe operária estadunidense mantinha-se imóvel sob a hegemonia do grande capital.
Com o advento da Nova República as ações em torno da Ancestralidade e das Questões e condições do Negro Sergipano, explicitou as manifestações em torno da luta racial num intenso combate ao Racismo e a busca de visibilidade do Coletivo Negro Sergipano, com ações inovadoras.
O Governo das Mudanças, representado pelo PT através da sagração de Luiz Ignácio Lula da Silva a presidência da Republica, desestruturou o signo de luta e cristalizou-se os privilégios em torno do Partido dos trabalhadores através das perseguições as Entidades não alinhadas, trazendo os manifestos da Ditadura Militar e, a militância em torno das questões coletivas foram desviadas para as individuais privilegiando os amigos e lideranças do partido. A transformação do Movimento Negro desestruturou o Coletivo e engessou as ações, criando um universo distante ao combate transformando lideranças em personalidades opressoras da Comunidade Negra em defesa do governo.
Sergipe que detinha um segmento de Entidades Negras forte e combativa, de repente se transformou em canteiro de mendicantes e de milicianos partidários, predadores da comunidade, o Coletivo Negro ficou a deriva sem representação, pois os antigos militantes e lideranças se aliaram ao governo, deixando o Estado sem ações em torno da resistência negra, atendendo a política do partido e do governador, passou de um movimento de mudanças, para movimento partidário.
A Intolerância e o Racismo Institucional cristalizaram pela ausência de Políticas Públicas, governo e Estado, as perseguições se tornaram mais forte que o regime militar, diversas lideranças tiveram cabeças decepadas, alijadas das ações, vilipendiadas e Entidades destruídas e enfraquecidas. Negro contra negros em defesa do governo e do partido com prejuízos para a comunidade, sem Cultura, Educação, Saúde, Segurança, Emprego, criminalizada, discriminada e vilipendiada.
Hoje a trajetória do Fundador do Movimento Negro Contemporâneo de Sergipe é omitida e silenciada pelos próprios negros militantes da milícia partidária. Sem respeito a sua história, sem direitos a expressão e constantemente vilipendiado, assinala os 41 anos de atividades ininterruptas e de luta contra toda forma de discriminação, hoje discriminado e mesmo assim, assinala sempre que pode, o racismo institucional do Estado e do governo, a descaracterização e etnocentrismo da educação, saúde, a violência da segurança e que Sergipe ainda é o Estado mais Racista da Federação.
Sem espaço nas mídia , rádios, jornais e TVs – busca na internet o instrumento de expressar o pensamento do negro revoltado, mesmo tendo paginas de relacionamentos fechadas por ter publicado denuncias raciais contra o governo e contra o PT. Neste sentido a mídia protege ladrões, traficantes e viciados, mas não abre espaço para Severo D’Acelino, para não perderem os privilégios que o governador oferece aos jornais, rádios e televisões, alem dos CCs aos jornalistas.
Hoje o governador tem o controle total do negro. Estamos vivendo o séc 17 em pleno séc 21, quem manda é o governador. Dizer quer os poderes são autônomos é querer demais, só no papel, no mais quem manda e desmanda é o governador deste estado teocrático e racista.
A nossa História é até hoje omitida e vilipendiada, a nossa Cultura, folclorizada e reduzida pelo governo através de suas ações na secretaria de educação , na de cultura e conselho estadual de cultura. Só as ações dos brancos são levadas em conta pelo governador, cultura negra é coisa de preto, de policia e tem de ser aturada como folclore.
Negros no staff do governador são brancos, em pensamento, atitudes e comportamentos. Nunca o governador estimulou ou atendeu manifestos de negros. O “Projeto Cultural de Educação” João Mulungu vai ás Escolas” um projeto afirmativo e vitorioso que era desenvolvido por uma Entidade Negra, no âmbito da Educação e que foi suspenso antes denuncia que o Projeto estava fazendo política para o DEDA, a Entidade Casa de Cultura Afro Sergipana e seu Coordenador José Severo dos Santos, após a vitoria do DEDA, foi excluída das ações do Estado e do projeto do governador, considerada inapta pela secretaria de educação de DEDA, sob o comando da racista do DED e do Secretário Branco que se dizia negro e respeitava Severo quando era reitor da universidade, a racista do DED, Ladeira,professora de historia da universidade desde lá ,já praticava racismo contra Severo.
A nossa cultura considerada baixa e inferior pelo governador e seus seguidores, carece de referencial e a sua produção inexiste, principalmente a literatura. Exemplifica que o Marco de Resistência Negra do Sertão Sergipano, a nossa Constituição consagrou a Lampião. Pois a Área Remanescente de Antigos Quilombos, marco do Patrimônio Afro Sergipano é consagrada a Lampião e o negro ficou de mãos abanando. A mesma coisa se aplica a nossa literatura, pois os negros intelectuais aqui são brancos, daí a literatura não existe.
Considerando a situação encaminhamos solicitação ao governador de um apoio cultural para edição de dois títulos da nossa lavra sobre a literatura Afro Sergipana. VISÕES DO OLHAR EM TRANSE e QUELÓIDE, poemas transculturais do negro sergipano. O processo encaminhado a secretaria de cultura e vetado pelo seu secretário que se mostrou invadido e disse como resposta que” quem manda na secretaria sou eu. Eu sou o secretário, portanto o pedido deveria ter sido dirigido a mim e não ao governador”. Moral da história, os títulos não foram editados e na época era eu, conselheiro estadual de cultura.
Por isso: Sergipe é um Estado tão racista que o negro tem vergonha de ser negro, sobretudo os intelectuais que pensam branco e só produzem textos universais, fugindo do regionalismo, do racial das tradições, usos e costumes do negro. Não retratam as condições e as questões negras, fugindo do reverencial inferior, para situar no grupo dominador negando a Sergipe o manifesto e pujança de sua cultura matriz.
A literatura sergipana é uma literatura branca, eurocêntrica feita por negros estereotipados, sem referencia ou identidade natural. Aqui não há uma literatura negra de eventos, episódios, pensamento, cores e culturas, só se assinala o potencial branco, dominador, etnocêntrica onde o negro quando aparece é cristalizado como coisa, e essa coisificação do negro, exemplifica a filosofia racista e reducionistas dos negros das casas grandes, que almejam a continuidade histórico e cultural do domínio dos senhorial.
O Estado e o governo se omitem , para não investir ou reconhecer a realidade cultural do segmento que eles baniram e que sistematicamente estão cooptando nomes destacados, como personalidades brancas, estes branqueamentos se tornaram tradicional, quando o negro se destaca, automaticamente vira branco, reconhecido pelo Estado e pelos governos, os demais ficam alijados até que o ato se consagre. É o DNA do Poder. O estado e o governo não investem em negros, para eles o negro não tem potencialidade , pensamento ou criatividades só impulsos e criminalidade, cuja cultura é baixa e inferior, tem que ser tratado com rédeas curtas. Com a palavra o governador do PT, o descendente de vaqueiro( talvés ele desconheça que vaqueiro é referencia de negro, pois uma das primeiras ocupação do negro escravisado em Sergipe do Rey, foi de vaqueiro) o Arianista Marcelo Chagas Deda.
VISÕES DO OLHAR EM TRANSE e QUELÓIDE – Poemas tranculturais do negro sergipano, marcos de minha produção literária, indicativo da literatura afro sergipana, anteriormente autorizada a edição pelo governo, mas desautorizada pelo seu secretário de cultura num equivoco histórico, busco agora numa campanha junto a Vereadores da Capital, Deputados Estaduais , Federais e Senadores condições para a edição dos títulos, importantes para o coletivo negro sergipano e o próprio estado que oportuniza a leitura de conteúdo étnico distinto. Na área de educação, tive meu trabalho roubado pelo diretor da SEPIR, trata-se do Livro de Testes, com mais de 600 páginas . A SEPIR disse que publicaria para repassar as escolas de Sergipe, e eu fiquei no prejuízo Carlos Trindade é o responsável por esta tragédia, felizmente meu editor tem a memória. Agora não entrego mais o material sem antes distribuir para evitar esses equívocos . Dirigimos as autoridades nestes termos:
“Cumprimentando Vossa Excelência, vimos postular vosso apoio pessoal, a edição de nossa produção, depositada na SEGRASE a espera de uma ação afirmativa para a impressão.Trata-se de memorial da Literatura Afro Sergipana, representada pelos títulos “QUELOIDE” e “VISÕES DO OLHAR EM TRANSE”
Sabemos não ter credenciais,mérito ou credibilidade para postular tal empresa ,junto Vossa Excelência esse tipo de propositura, mas a importância do manifesto nos anima a pedir Apoio Cultural para a Edições dos títulos.
Nosso manifesto se justifica por causas justas, de eventos que fugiram ao nosso alcance e nos deixaram com sérias dificuldades para gerenciar as conseqüências. Fomos vítimas de diversos eventos, que nos impossibilitaram a realização da produção e nos deixaram extremamente endividados, (nossa sede foi invadida e perdemos tudo, estamos envidando esforços para recuperar o prédio e retornar as ações) há muito desejada e esperada pela comunidade sergipana, uma contribuição ímpar a literatura sergipana em seu signo e conteúdo de inspiração afro, trazendo o pensamento e diversidade do negro em toda a sua expressão política e tradicional.
As cobranças são constantes, principalmente dos grupos ligados as personalidades que contribuíram com suas análises, enriquecendo o conteúdo contextual, dentre elas, Bispos, juristas, psicólogos, historiadores, jornalistas que contribuíram com seus estudos a expressão da obra.
A vossa contribuição, deverá ser encaminhada diretamente a SEGRASE ( Serviços gráficos de Sergipe), em favor das Edições MemoriAfro, e,(estaremos reservando a contra capa, para o Memorial de Apoio Cultural, onde gravaremos para a comunidade a vossa participação na produção da obra.) Não se preocupe a quantidade,contribua de acordo a disposição, esperamos tão somente vossa contribuição para que possamos em tempo, repassar as comunidades as nossas produções literária.
A literatura sergipana é tradicionalmente expressiva e festejada, no entanto, carece da temática negra da produção e presença do negro, como autor e personagem contando e vivendo seus episódios sociais, culturais, políticos , religiosos e tradicionais, expressando sua linguagem e psicologia. Essa literatura é agora, tardiamente, inaugurada pelas edições MemoriAfro que vem sofrendo problemas de continuidades.
A Casa de Cultura Afro Sergipana, fundada em1968, expressa seu manifesto em favor da Literatura Afro Sergipana e das Edições MemoriAfro.
Os títulos , após a edição, serão repassados a comunidade a cinco reais, em favor da Área de Vivencia Social (http://severod.blogspot.com/) , oportunizando a difusão em todo Estado.
Certo de vossa expressão a cultura sergipana.
Respeitosamente,
José Severo dos Santos
Coordenador Geral
CASA DE CULTURA AFRO SERGIPANA ANO DO QUADRAGÉSSIMO PRIMEIRO ANIVERSÁRIO
OUTUBRO 1968. OUTUBRO 2009”
Por entender que: se cada um contribuísse com o mínimo de 200 reais, teríamos a publicação da edição comemorativa e, a trilogia.... estaria composta com o Panáfrica Africa Iya N’La, patrocinada pelo Deputado Jorge Araujo no governo de Albano, quando Secretário da Casa Civil. Mas como se diz lá na Roça: “ Kosi ewe Kosi Orixa”. Pedi não arranca pedaços e não tira a dignidade de ninguém
EU Severo D’Acelino, Militante e Fundador do Movimento Negro em Sergipe, Bahia e Alagoas, Ativista dos Direitos Civis,com um vasto currículo e serviços prestado ao Estado e ao País conhecido, condecorado,respeitado nacional e internacionalmente, desrespeitado, vilipendiado e segregado em minha própria terra, numa perversa inversão de valores, posso dizer sem nenhuma restrição: Tenho Orgulho de ser Negro Brasileiro e, Vergonha de ser Sergipano.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

FATOS & FOTOS



A Policia não faz o policiamento na área
e esta se torna o reduto do crime, onde as casas de Ceça e Dita
são os refugios dos marginais.

Felipe e Flávio, são os olheiros, para Jorginho, Bagre roubarem com eles.
Jorginho mais Flávio e Buiú roubam e eles dão cobertura

ESTRATÉGIA DO CRIME



Aqui no Santos Dumont(Prainha), se rouba por encomenda.
O vizinho encomenda aos ladrões, o que querem que roubem
da casa do outro. O pagamento é a vista.
Foi assim que os portões, grades, basculhantes e caixa dágua
de nossa Entidade foi roubada. Encomenda de traficantes e vizinhos desonestos,
atravessadores. Ninguem merece essa vinzinhança, que vê os ladrões invadir
as casas e não dizem nada, e, ainda ajudam.
Aqui só não invadem as casas dos traficantes, suas familias e membros da quadrilha.As drogas são vendidas ora numa casa ora em outra, geralmente há criança envolvida, para dar o ar de familia honesta e assim a rotatividade continua a serviço do traficante chefe.
O movimento de Motos, Carros, Biclicletas, na Jane Bomfim aumenta assustadoramente apartir das 20 horas e só diminue ás 6h. É um movimento sistermático e não tem quem durma com a zuada. Vai para a Travessa Jane Bomfim. Se o Detran fiscalizasse ou cobrasse pedágio, aumentaria a folha de pagamento. Por que esse movimento se nenhum morador tem Motos ? Porque tanto Taxi por essas bandas?

PRESSÃO & VILIPENDIO




A empresa são matheus, pega pesado
seus carros pesados de mais de 20 metros
num beco de pouco mais de três metros.
A estrutura do nosso prédio está abalado
com diversas trincas.
Dizem eles que tem convênio com a prefeitura.
E o nosso prejuizo, quem paga.?

RACISMO EM DOSE DUPLA


Para atender a emergencia da séde do Santos Dumant
a Casa de Cultura, parou e suspendeu todas as suas
atividades, prejudicando o lançamento de Mariow, as
edições de Visões e Queleoid - as palestras e os pagamentos
das obrigações, concentrando todos os recursos pessoais do
Coordenador Geral, na recuperação do prédio e ainda não atingiu
10% do serviço.
Se a entidade merecesse as atenções do Estado, o assunto ja teria
sido cooncluyido, mas, até a prestação de serviços ao Estado, foi
excluida pelo governador.
Mas a dor passa, como tudo passa e a Banda vai passar

PARTIDARIZAÇÃO DO MOVIMENTO NEGRO


O Movimento Negro Sergipano está a deriva.
Partidarizado, a comunidade cristaliza sua identidade
e esquerce a luta por seus Direitos Constitucionais
conduzida e estimulada a passividade da Politica
Assistencialista do Governador Marcelo Deda e seu Mandarinato

DENUNCIA


Séde do Santos Dumont - Área de Vivencia Social, invadida e depredada
pelos traficantes, ladrões e viciados, sob a passividade dos vizinhos que,
se utilizaram dos serviços dos marginais, para promover as ações.
Encomendavam o que queriam comprar. E eles roubavam para lhes vender.
é assim que os ropubos e as invasões se proliiveram na comunidade, os
marginais roubam para atender os pedidos dos vizinhos e manter seus vicios.
Roubam por encomenda

GOVERNADOR JOÃO ALVES FILHO





quarta-feira, 16 de setembro de 2009

DEDA - GOVERNADOR DO PT


Governando o PT, o advogado Marcelo Deda, governa para o pt, defendendo privilégios aos seus amigos, esquece o fundamental, a igualdade de oportunidades, gestão democrática e respeito a diversidade. Sergipe já era um Estado Racista, agora cristalizou o sistema com a institucionalização do Racismo Institucional, seus amigos nos espaços de poder, pode tudo contra o coletivo Negro, desde a partidarização de entidades do Movimento Negro a perseguições perversas aos que não se alinharam ao centralismo do seu poder.
Um Governo reducionista, perverso e enganador.
Os serviços públicos sobre as Politicas Públicas, não consagra direitos aos negros, principalmente na Educação, Saúde, Cultura,Segurança... Sua preocupação é a sua cristalização no poder e para isso conta com o controle das mídias para destruir e esmagar a todos e tudo como instrumento de bargalha e decisão "politica". Destroi todo manifesto patrimonial do negro, impedindo sua emancipação, seu direito e oportunidades de produção cultural.
Seus orgãos são todos de orientação Racista, não consagram nada ao negro, até os negos puxa sacos que brindão o governador, são simplismente seus capachos, não há no seu staff nenhum NEGRO, os que por acaso lá estão, se consideram brancos e assim procedem.
O Governador é uma autoridade perversa, egoista e autoritária.
A Casa de Cultura Afro Sergipana, o Projeto Cultural de Educação João Mulungu vai ás Escolas, Severo D'Acelino, estão entre suas primeiras vítimas.
Dizem alguns que ele defenestrou o Projeto Cultural de Educação " João Mulungu vai ás Escolas" por se tratar de Projeto afirmativo para negros e por ter o nome de João, para não associar ao nome do Governador João Alves Filho,em cuja gestão, abrigou o Projeto com ações em todo territótio do Estado.
NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES DIIGA NÃO!!! AO GOVERNADOR PREDADOR DO NEGRO SERGIPANO.

ATA & ATOS



DOCUMENTO ABERTO EM 16 DE SETEMBRO DE 2009, PARA REGISTRO DE AÇÕES A ATIVIDADES RELEVANTES.
DIA 15 – As 14 horas, em reunião no auditório Lourival Baptista a convite da cenarabe, estive presente e percebi o grande equivoco da ação e das relações da entidade com o governo. Antes de usar da palavra, fui advertido pela presidente a apresentar contribuição positiva e não usar de criticas que pudessem prejudicar os objetivos. Fiz de conta que não ouvir ou entendi e fiz comentários e criticas ao governo e assinalei as relações equivocadas com o poder que não tinha nenhuma consideração ou respeitos com o segmento negro da sociedade, assinalando o retrocesso das leis e o retorno de nossa condição ao séc XVII com a escravidão e o monopólio da igreja católica.
Minha falação causou expectativas nos participantes e serviu de referencia a representante do secretário. Em sua falação, compreendi o verdadeiro significado da ação e percebi as relações da cenarabe com o poder, tendo em vista que estava presente supondo a sua posição anterior que era de independência do poder governamental, o ato explicitou a subserviência ao copir e a luta por privilégios pessoais. Decidir abandonar a reunião e não participar das ações da cenarabe por considerar oportunista e governista.
As 1230. Estive contatando o proprietário da empresa São Mateus, abordando os prejuízos que seus veículos causaram no prédio, o acidente com a instalação elétrica, os problemas causados ao computador e a caixa amplificada, rachadura das paredes,solicitando a reparação, bem como a construção do muro divisório do terreno que há mais de anos lhe vendi. Ficou acertado que mandaria seu eletricista aumentar a altura da fiação, que seu filho faria uma visita no dia seguinte para concertar o computador e a caixa amplificada. Ficou acertado que mandaria construir mais três redutores na porta , bem como que seus funcionários fariam as indicações pontuais a passagem dos seus veículos.
Antes de estar em contato com o empresário, estive no Fórum, buscando orientações para as ações reparadoras.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

JOÃO ALVES FILHO - GOVERNADOR DE SERGIPE



JOÃO ALVES ' O NEGRÃO DE RAÇA E ATITUDES'
Na volta triunfante ao Quarto mandato. O Mandato Cidadão
Na sua gestão Sergipe sorrirá com o brilho da Cidadania
Um Governo com projetos de Estado
Democracia e respeito a Diversidade
Uma revisitação Ancestral onde os Direitos Humanos serão prioritários.
Uma educação cidadão e pluricultural
Uma oficina de artes e cidadania com a vasta produção regional
Um Retrato da Identidade coom enfase na Sergipanidade africanizada.
Uma rede cultural com enfase e importância na municipalidade
Um Governador de um Estado laico e democrático
Uma Segurança Pública inovadora e revolucionária
Um projeto multiplicador de Saúde Pública
JOÃO ALVES FILHO O PRÓXIMO GOVERNADOR DE SERGIPE

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Falta de Ética;Prostituição; Dependência; Racismo; Inveja ou Insegurança na Mídia Sergipana



A mídia sergipana se notabilizou em troca de papeis e sobretudo seu pessoal, em demolidores, Mata cachorros, Capangas, Capachos, uma verdadeira quadrilha, sem contudo terem jamais a liberdade da razão. Um bando de lacáios sempre pronto a utilizarem do poder da mídia para destruir outrem em beneficio daqueles que no espaço de poder, podem lhes promoverem algumas migalhas em forma de CCs.
A sempre alvos para a prática criminosa dos “jornalistas”. Desde que denunciamos a tv globo por crime de racismo, que os “jornalistas” nos coloraram na berlinda. “Exclusão da mídia, sempre em função de “alguma coisa”: Os defensores da coisa pública não aceitam as nossas criticas e denuncias e por isso, boicotam os” meus supostos direitos a comunicação”em qualquer das mídias, até na net, sou boicotado com meus espaços “denunciados”.
São pequenos, coisificados, oportunistas,reducionistas e, sobretudo ignorantes de pai e mãe. Bendita a hora que STF deletou a coisa diplomada. Jornalismo não se aprende na escola, e não é para qualquer um. O Negro que fundou a Imprensa em Sergipe, nos deixou um legado filosófico: “Para que ninguém seja perseguido e discriminado, é necessário que o Poder detenha o próprio Poder” e com essa farsa de “quarto poder”, tem “jornalistas” que se acham, principalmente os governistas, partidaristas,párias,parasitas e os lacaios. Isso porque o governo é qualquer e faz da mídia seu instrumento de tortura para decapitar seus opositores e os que pensam e acreditam em democracia, aí ele vem com a mídia e ergue uma barreira e nos silencia. Um grito parado no ar. Um grito silenciado.
Se há jornalismo em sergipe, falta por certo, jornalistas, aqueles que transformam e que fazem a diferença. Os de cabeças erguidas, que lutam pelos que não podem lutar e ensinam a utilização das armas. Fora disso só temos alcoviteiros, pequenas autoridades, corporativistas, baixos e inferiores, os capangas do poder, paus mandados que se recusam a pensar, os reducionistas e caluniadores que andam vendendo seus serviços a quem esta no poder.
Nisso há uma distância na historia recente deste estado, o Jornalista Orlando Dantas de saudosa memória, o ícone da decência e da ética. O Jornalista que mudou os rumos do Estado e abalou estruturas do poder.
Hoje a imagem se desloca como um reflexo de baixaria, a realidade do jornalismo sergipano, quanto pior, melhor, se não tem ou desconhece a ética, melhor se situa no lodaçal do poder. Exemplifica o Blog do David Leite. Nada melhor para vê o jornalismo sergipano e sua prática cotidiana.
Como reage a nossa imprensa:
Se somos ativistas e depomos contra o governo, se não fazemos parte da camarinha do governador, se não dizemos amém e reproduzimos a palavra de ordem do partido do governador ou se não nos partidarizamos, somos excluídos de todas as ações de Estado e do governo. Somos excluídos de todos os Direitos Constitucionais, principalmente do acesso a mídia que é controlada pelo partido e pelo governo que exercita o regime maniqueísta: Se não é a favor é contra.
Não há garantias constitucionais, somos párias e vivemos á deriva, perdemos todas as conquistas, não prestamos serviços e somos sistematicamente perseguidos,discriminados em todos os níveis. Emprego, trabalho, saúde, educação, lazer, segurança.
Se somos agredidos, não temos a garantia da segurança pública porque não fazemos parte da camarinha do governador e ou do partido. Tudo para nós é mais difícil ” Para os amigos, tudo. Para os outros, Nada”” .
O controle é feito pela imprensa fascista racista e dependente. Controladora “das nossas ações sempre silenciadas, como as nossas questões e condições” Quanto pior nós estivermos, melhor para o governador e seu partido.
O governo e sua facção criam dificuldades para nos vender facilidades e nos aprisionar pelos favores que diz fazer, isto são quando os nossos direitos são respeitados, torna-se um favor especial do governador e seu partido.
Quem levantar as questões da Casa de Cultura Afro Sergipana e do seu coordenador, vai verificar as ações fascista de governadores equivocados cujo ápice se encontra no governo do PT, cuja armadura se transporta para a definição do reducionismo em torno das questões e condições do negro. Ideologia perversa de signatários do poder dominador, dominado pela arrogância.
No dizer de David Leite ” O Mestre tinha parâmetros rígidos sobre o caráter do seu ofício. Sua ideologia era o bem-informar. Jamais alugou a pena para proteger governos falidos ou serviu como “jagunço” contra os desafetos do poder de plantão.”

sexta-feira, 10 de julho de 2009

CORRENTE LITERÁRIA DE SOLIDARIEDADE




Vamos fazer uma Corrente literária da Amizade, para difusão de nossa produção literária, numa Campanha em favor das Obras Sociais da Casa de Cultura Afro Sergipana - A conclusão da reforma da Área de Vivência Social " Odilia D'Acelino"
Cada Amigo(a), pode passar 10 kits, com 2 livros, no valor de 25 reais, postados e, solicitar que os seus Amigos façam a mesma coisa, numa ação multiplicadora.
Uma Ação entre AMIGOS

sexta-feira, 1 de maio de 2009

DEPREDAÇÃO DA SEDE - POR TRAFICANTES E DROGADOS










CASA DE CULTURA AFRO SERGIPANA
ÁREA DE VIVÊNCIA SOCIAL
ODILIA D’ACELINO
COORDENAÇÃO GERAL
Rua JANE BOMFIM -1252 – SANTOS DUMONT (324-5936 ) 49.089-320-Aracaju-Sergipe


LEVANTAMENTO PRELIMINAR DOS ARROMBAMENTOS E INVASÕES DA SÉDE:

Histórico:

Após o falecimento das Diretoras: Administrativa e do Patrimônio, Maria Emilia dos Santos e Maria de Lourdes Santos, enquanto o Conselho Cultural era sediado no Siqueira Campos, com os serviços de construção das salas de aulas do Centro de Pedagogia Afro Sergipana, o prédio do Santos Dumont foi sistematicamente arrombado e invadido pelo vizinho, roubando, depredando e ocupando a área para prática de ilícitos, onde as drogas prevaleciam.

Por diversas vezes foi prestado Queixa na Delegacia do Bairro e na do Bugiu, bem como chamada a Policia, que em lá chegando não evidenciava nada, tendo os criminosos se evadidos para logo em seguida, voltarem a praticar os roubos e depredações com requintes de perversidade, certos da impunidade, tendo em vista que apontava para o irmão mais novo a prática dos roubos por entender que a sua menor idade, lhes davam impunidades.

Enquanto isso, a Gangue aumentava e as invasões e os roubos também, visto serem além de viciados na maconha e no craque, eram também fornecedores, uma vez que na sua casa era negociadas e consumidas as drogas. Uma Boca de Fumo entre as demais na localidade, sendo que lá era mais freqüentada pela facilidade de consumo no local.

Todos da vizinhança têm conhecimento e calam. Sabem e vêem as ações criminosas da Gangue de Maria Nova, formada por seus filhos, netos, nora e liderada pelo mais velho e sua mulher que nos conflitos internos é substituído pelo irmão BUIA. Esta Gangue é composta de PIO, BUIA, JORGINHO,MARLI( a mulher de PIO) TITA e NOVINHO (este está na Penitenciaria, no lugar da Marli, sua cunhada), além de outros elementos, inclusive um tal PASTOR.

Às vezes em que fui, falar com PIO o responsável pelos irmãos, ele dizia que não tinha nada com isso e que eu fosse falar com “eles”, se referindo aos irmãos e pedindo que eu fosse buscar a policia para botar eles na cadeia e fazer eles dizer a quem vendeu e a sua mulher Marli, sempre assinalando que não tinha nada com isso e, se a Policia prendesse o marido dela, ela iria abrir a boca e apontar todos eles.

As ações da Gangue, foi estimulada por moradores do local e também pela minha sobrinha que, perversamente, desligava a força de luz, facilitando a investida dos criminosos.

A Gangue destelhou a própria Casa e começou a vender as telhas, madeirames e tijolos. No ato, derrubou o muro da Casa de Cultura, facilitando a invasão, Informado foi acionado a Policia e no local, buscamos reparar a depredação e concertar o muro. Foi colocado pedreiros para fazer o serviço, mas eram na minha ausência, ameaçados. Diversos trabalhadores contatados desistiram de fazer o serviço, com medo da Gangue.

Tentamos comprar o terreno, mas o preço pedido foi alto e desistimos, pelo preço que oferecemos, foi vendido a outra pessoa( tido traficante e dizem que foi paga menos de 30 por cento em espécime e o resto de droga. Este mesmo elemento, já adquiriu diversos prédios no local, usando o mesmo expediente e dizem, comanda as bocas de drogas do local). O crime mais recente foi o roubo da Caixa d’água que fizeram, retirando a caixa do terceiro andar e após perceber a presença da Policia, soltaram e se evadiram, a caixa foi recuperada mais quebrou. Ela seria vendida ou trocada por droga.

A característica da comunidade é de medo e participação silenciosa, uma vez que compra o que se rouba do vizinho e isso fortalece o roubo no local.

Interrompi as ações na sede do Siqueira Campos, para ocupar o prédio do Santos Dumont e recuperar os estragos para impedir que o prédio viesse abaixo e continuasse a ser “Quartel dos Drogados” tendo em vista de ter sido ocupado pela Gangue de Maria Nova, agora Sem Teto e se apropriou do local, impedindo qualquer aproximação de quem quer que fosse lá e, como o prédio oferece visão estratégica, nunca eram flagrados pela Policia.

A minha presença é uma presença de risco, porque impede a ação criminosa no local e no entorno da Entidade e por isso, sou sistematicamente hostilizado, mesmo que silenciosamente, constantemente apontado e o prédio diuturnamente assediado para invasões. Passo o dia com os trabalhadores e a noite de vigília e neste processo desgastante, sofro constantemente por não ter mais saúde e resistência para ficar nesta ação sem ajuda, pois quando percebe que não estou na área, fazem todo tipo de ações intimidatorias.

O Levantamento preliminar do que foi roubado:
-pia inox 02
-Portas de madeira 02
-mesas de reuniões 03
-cadeiras de rodas 02
-telefones 04
-TVs 02
-videocassete 01
-fitas cassetes(material de pesquisa)45
-fitas VHS (material de pesquisas) 72
-luminárias 22
-vasos sanitários 04
-máquinas de datilografias 05
-máquinas eletrônicas 03
-ferro elétrico 01
-arquivos de ferro 06
-armários de ferro 02
-portões de ferro 16*
-grades de ferro 22*
-basculantes de ferro 16
-cadeiras de ferro 180
-poltronas 04
-sofás 03
-cadeiras funcionais 08
-bureaux 08
-estandes de ferro 06
-rádios 03
-colchões 02
-strado de cama 01
-lanternas 04
-caixa de som 02
-microfones 08
-pedestais de microfones 06
-companhias 03
-cadeados 22
-ventiladores 04
-cadeiras comuns 16

Na primeira invasão, os espaços da Entidade ficaram cheios de documentos e livros espalhados por todo lado. Esse material precariamente foi colhido e recolhido para o Barracão do IYLE ASHE OPÔ AIYRÁ e aos pouco, enviados para o Siqueira Campos. Muito documento foi perdido. A maioria das depredações foi registrada em fotos, como uma memória aterrorizante.

Este documento foi redigido, na manhã do primeiro dia de Maio de 2009, por mim, José Severo dos Santos – Coordenador Geral , com o propósito de referendar informes ás autoridades dos Poderes do Estado.



Aracaju, 01 de maio de 2009.











A